Exposições
Apresentamos aqui as exposições que têm dado forma ao percurso da 23A.

EXPOSIÇÃO COLECTIVA | MARÇO’26
Olhar Feminino: Entre o Intímo e o Político
O projeto expositivo Olhar Feminino: entre o íntimo e o político propôs uma reflexão sobre a produção artística contemporânea de mulheres enquanto campo plural de experiências e discursos críticos. A exposição explorou a relação entre o espaço íntimo e as estruturas sociais e políticas que moldam a experiência individual. Ao trazer estas dimensões para o espaço expositivo, o projeto promoveu reflexão coletiva sobre género, poder e experiência.
Curadoria de Sara de Araújo Sequeira.

LEONOR PIRES | JANEIRO’26
Paisagens Nómadas
Em Paisagens Nómadas, Leonor Pires apresentou pinturas que abordaram a paisagem como território em deslocação, ligado à memória e à experiência sensorial. As obras construíram-se por acumulação, apagamento e reinscrição, através de horizontes instáveis e campos cromáticos interrompidos. A matéria pictórica — raspagens, riscos e camadas densas — revelou um diálogo entre controlo e acaso, evocando tempo e transformação contínua.
Curadoria de Sara de Araújo Sequeira.

EXPOSIÇÃO COLECTIVA | DEZEMBRO’25
23A Open Call ’25
No âmbito da sua programação expositiva, a 23A Galeria lançou uma open call para uma exposição coletiva dedicada ao pequeno formato (30×30), aberta a artistas de todos os percursos. A iniciativa promoveu uma abordagem livre e inclusiva à criação artística, tendo sido selecionadas 23 obras de 23 artistas. A open call valorizou o detalhe, a diversidade de linguagens e a descoberta de novas vozes.
Curadoria de Sara de Araújo Sequeira.

LUÍS ARTUR | OUTUBRO’25
Como Se Fosse Um Deserto
A exposição de Luís Artur convidou a um olhar intuitivo, onde a cor irrompe com força e novidade. As telas unem o óleo tradicional a uma linguagem cromática vibrante, feita de paradoxos. Surgem grandes espaços serenos — “Como se fosse um deserto” — vastos, silenciosos e carregados de enigma. Neles, a pintura abre lugar à contemplação, à superação dos conflitos e a uma esperança tranquila.
Curadoria de Sara de Araújo Sequeira.

ANA CRISTINA DIAS | SETEMBRO’25
O Canto da Cotovia
A obra de Ana Cristina Dias nasce da ligação entre memória, identidade e imaginação, marcada pela infância em Lisboa. Formada em artes, construiu uma linguagem própria que cruza pintura, fotografia e poesia visual. As suas telas revelam a tensão entre natureza e humanidade, em diálogo com Hopper e um romantismo contemporâneo, afirmando sempre a arte como espaço de liberdade, partilha e autoconhecimento.
Curadoria de Sara de Araújo Sequeira.

MALU MESQUITA | JULHO ’25
Vertigem Paulistana
Na exposição Vertigem Paulistana, Malu Mesquita apresentou uma leitura poética de São Paulo, explorando contrastes entre caos e silêncio, escala e detalhe, betão e natureza. Ao longo de uma década, a fotógrafa captou encontros improváveis e momentos suspensos, construindo uma narrativa visual que revelou a cidade pela justaposição e pela intimidade, entre o afeto e o estranhamento.
Curadoria de Renato Negrão.

JOÃO VASCO CASANOVA | MAIO ’25
Ruídos Invisíveis
Na exposição Ruídos Invisíveis, João Vasco Casanova apresentou aguarelas que revelaram a pulsação oculta da cidade, privilegiando a perceção sensorial sobre a representação literal. Entre sombras, manchas e fragmentos de memória, a arquitetura desfez-se e as figuras emergiram como ecos em trânsito. A mostra convidou o público a experienciar o ritmo subtil e quase secreto da vida urbana, como um sussurro revelado a quem se dispõe a escutar.
Curadoria de Sara de Araújo Sequeira.

ROGÈRIO DA SILVA | ABRIL ’25
A Câmara Ausente
A Câmara Ausente, de Rogério da Silva, foi uma exposição de desenho que dialogou com a fotografia para refletir sobre tempo, memória e fragilidade da imagem. Os desenhos, que evocavam marcas de antiguidade e imperfeições de fotografias antigas, não imitavam apenas, mas reinterpretavam o registo fotográfico. O resultado foi uma narrativa poética que convidou a repensar a relação entre imagem, representação e recordação, oferecendo uma nova forma de olhar o passado.
Curadoria de Sara de Araújo Sequeira.

RICARDO TADEU BARROS | FEVEREIRO ’25
Loving Letters
Loving Letters, de Ricardo Tadeu Barros, resgatou a importância das cartas de amor como forma de comunicação e expressão emocional num mundo digital. Inspirado pela pop art, o artista utilizou cores vibrantes e corações com símbolos para refletir sobre vínculos afetivos, história e cultura popular. A exposição convidou o público a valorizar a escrita à mão, reconhecer o seu valor histórico e artístico e a aprofundar as conexões emocionais.
Curadoria de Sara de Araújo Sequeira.

FRANCISCO VENÂNCIO | DEZEMBRO ´24
The Sun Also Rises
The Sun Also Rises, de Francisco Venâncio, resultou de uma viagem a Tóquio em março de 2023. Através de imagens com estética cinematográfica, o artista revelou o contraste entre o caos da metrópole e recantos de serenidade, criando um mapa emocional de introspeção e descoberta. Mais do que registo documental, a exposição foi um convite a explorar tanto o universo de Tóquio como o íntimo de quem o viveu.
Curadoria de Sara de Araújo Sequeira.

EXPOSIÇÃO COLETIVA | OUTUBRO ’24
Arte do Cego
Alexandra Prieto, Bruno Varatojo, Nuno Tuna e Renata Fortes juntaram-se a Sara de Araújo Sequeira para apresentarem “Arte do Cego”, um convite à reflexão sobre conexões criadas nos tempos de escola e como estas continuaram a inspirá-los. As obras foram expostas de forma conjunta e aleatória, criando um diálogo visual em movimento que desafiava o espectador num jogo de adivinha: a obra era de que artista?
Curadoria de Sara de Araújo Sequeira.

NUNO MALDONATO TUNA | JUNHO ’24
Circuitos, Filamentos, Convergências
Em “circuitos, filamentos, convergências”, Nuno Tuna explorou um despojamento orgânico, revelando na pintura uma descoberta pessoal. A gestualidade das telas monocromáticas expressou raiva contida e libertação, intensificada pela simplicidade das formas. Estas composições, cada vez mais precisas, constroem o seu “Replicant” — metáfora de evolução, desejo e confronto entre criador e criação.
Curadoria de Fernando Pina.

SARA OLIVEIRA MARTINS | FEVEREIRO ’24
Substância do Tempo
Substância do Tempo foi a primeira exposição individual de Sara Oliveira Martins, resultado de um estudo sobre a temporalidade e a dualidade entre ser e não-ser. Através de composições gráficas que exploram objeto, sombra e espaço, a artista investiga a transformação constante da sombra — volátil e concreta, sempre a mesma e sempre outra — como metáfora da passagem do tempo.
Curadoria de Sara de Araújo Sequeira e Cláudia Magalhães.

OLAVO COSTA | FEVEREIRO ’24
Na Paragem do Olavo

TOMÁS SERRÃO | NOVEMBRO ’23
