27.06.2024
11.07.2024

Circuitos, Filamentos, Convergências
Em “circuitos, filamentos, convergências”, Nuno Tuna explorou um despojamento orgânico, revelando na pintura uma descoberta pessoal.
A gestualidade das telas monocromáticas expressou raiva contida e libertação, intensificada pela simplicidade das formas.
Estas composições, cada vez mais precisas, constroem o seu “Replicant” — metáfora de evolução, desejo e confronto entre criador e criação.
Curadoria de Fernando Pina.

Nuno Tuna
Nascido em Lisboa, iniciou a sua actividade como designer gráfico e ilustrador em 1988. Especializado em Design de Identidade e Ilustração, colaborou em projetos em Portugal, Grécia, Malta, Angola, Estados Unidos e Inglaterra.
Desenvolveu trabalho em áreas tão diversas como o design de equipamentos desportivos, mobiliário, joalharia, storyboarding, cartoon e design gráfico. É autor publicado em co-autoria com o jornalista António Mateus (“Mandela, o Rebelde Exemplar”, Planeta Editores, 2013). Participou da representação de Portugal na DesignMai, Berlim (2006), com o projecto “One ring, two hundred minds”, uma mostra de ourivesaria promovida pelo AICEP e curadoria do designer Marco Sousa Santos.
No seu projecto artístico, Nuno Tuna tem como base teórica, a filosofia transumanista e a ciência especulativa, onde coloca – a si próprio – questões acerca da ética, associada a temas como a relação da Humanidade com a tecnologia, memória e imortalidade. Mais recentemente, explora a ideia de transformação do corpo e da consciência, perguntando o que sobra da identidade humana quando os seus limites se misturam com estruturas artificiais. Deste exercício introspectivo, resultam exercícios abstractos de desenho, pintura, escultura e vídeo, cuja interpretação deixa à imaginação do público.
